A gestão da informação tem um valor cada vez maior nas organizações. Grandes volumes de dados são manipulados diariamente com o objetivo final de suportar o processo de tomada de decisão.

Essa história começou há 30 anos com os sistemas de suporte à tomada de decisão ou Decision Support Systems (DSS). Depois, vieram os armazéns de dados ou Data Warehouses (DW), que são protagonistas da habilidade de prover um ambiente analítico para inteligência do negócio ou Business Intelligence (BI). Em seguida, os DWs cresceram e se tornaram corporativos, onde todos os departamentos são fornecedores e consumidores de informação em um ambiente estruturado.

Surge o conceito do Enterprise Data Warehouse (EDW), que veio para ficar. Porém, com o crescimento do volume de dados e do número de consumidores, o desempenho de resposta desses sistemas passa a determinar o valor real do ambiente analítico para a empresa. A informação precisa ser obtida no tempo necessário, sob pena de não ter mais significado para o negócio. É a latência da informação, principal requisito para os ambientes informacionais.

Tal requisito tem gerado investimentos em recursos tecnológicos, como processadores mais potentes, redes mais velozes, discos magnéticos com armazenamento particionado, paralelismo de acessos, entre outros, que proporcionam um melhor desempenho aos usuários finais. Entretanto, tal ganho é temporário. A maturidade e o valor agregado do ambiente informacional cresce proporcionalmente à sua quantidade de acessos. Quanto mais acessos, maior é o uso, e assim maior é sua importância e outra vez o desempenho pode ser afetado.

Também são realidade as iniciativas paralelas e pulverizadas conduzidas por diversas áreas da organização, que adotam processos próprios e tecnologias que diferem dos padrões definidos por TI. Além disso, novos tipos de dados devem ser processados e consumidos, e representam alto valor ao cliente-consumidor. São dados não estruturados, estimados em 80% do total disponível, o que inclui emails, textos, planilhas, posts em redes sociais, blogs, vídeos, etc. O próprio percentual já indica um salto no volume total, hoje avaliado na casa dos zettabytes (1021 bytes). É o Big Data aparecendo como forte candidato a protagonista.

Há, portanto, diferentes fatores que pressionam a busca por alternativas na gestão informacional, sem esquecer sua própria governança e o aproveitamento dos componentes legados. Assim, em 2009, surgiu o conceito de ambiente informacional (ou analítico) lógico, ou Logical Data Warehouse (LDW), que propõe a adoção de uma visão completa, integrada e abrangente de todos os ativos de informação da organização, visão que é suportada por diferentes recursos tecnológicos em múltiplas plataformas. O conceito em si propõe o papel de uma nova agregação dos dados. Há uma quebra de paradigma se comparado ao EDW, onde o dado é centralizado. O LDW é composto por múltiplos repositórios de dados, elementos de distribuição de processos, descentralização de cargas de trabalho, plataformas especializadas, virtualização de dados, e uma eficiente gestão de metadados.

Os metadados são dados que descrevem e explicam dados e se tornam chave nessa visão, principalmente na orquestração dos acessos às bases e entre os ativos que armazenam os dados requisitados. A inteligência passa para a definição de qual elemento do ambiente responderá à demanda solicitada. Surge o Catálogo de Informações e sua governança.

O LDW protege o investimento da organização em plataformas de dados, aproveitando o legado informacional e permitindo dedicar novos investimentos em demandas especializadas (appliances, por exemplo). Para o negócio, o LDW representa a adaptação e resposta às crescentes exigências informacionais do mercado, com altos volumes e variedade.

A informação como ativo de valor da organização não precisa estar centralizada, mas sim sua governança, o que inclui a gestão de metadados, o controle e a administração da informação.

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