A Origem da Tecla de Escape

Os teclados dos computadores são agora um equipamento que poderemos considerar “de uso doméstico”, e que qualquer criança estará habituada a ver desde… sempre! No entanto, haverá também quem ainda olhe com enorme desconfiança para todas aquelas teclas e símbolos estranhos que contêm (e lembro-me perfeitamente de, quando ainda era novo, também olhar com enorme receio para eles… com medo que o carregar numa tecla “errada” pudesse despoletar uma qualquer grande catástrofe, tipo apocalipse nuclear à escala mundial.

Mas, o que é certo é que nos teclados actuais ainda persistem muitos vestígios desses primórdios da era da informática, sob a forma de teclas que a maioria já se habituou a… ignorar.

O trio de teclas que mais rapidamente se distinguirá das restantes será certamente o conjunto de teclas que ostenta os famosos Print Screen/Scroll Lock/Pause. Que embora ainda tenham a sua função (especialmente o Print Screen, que permite fazer capturas de ecrã), permenecem agora largamente sub-uilizadas.

Mas a história de hoje centra-se na tecla que fica no lado oposto do teclado, e que ainda vai tendo alguma utilidade: a tecla de ESCAPE.

Esta tecla foi criada por um programador da IBM chamado Bob Berner em 1960. E leva-nos para os tempos em que ainda não tinhamos sistemas operativos com interfaces gráficos que nos permitem facilmente lançar, encerrar, e alternar entre programas em execução simultânea. Quando um computador estava a executar algo… executava isso e nada mais; e daí surgiu a necessidade de se ter uma forma de ganhar o controlo sobre o computador sempre que que se quisesse: a tecla de ESCAPE. Uma tecla que interrompia aquilo que o computador estava a executar, permitindo ao operador ou programador retomar o controlo sobre a máquina.

Actualmente, como poderão facilmente verificar (ora carreguem na tecla de Escape agora mesmo)… a tecla já não nos permite escapar de quase nada. Ainda é utilizada em jogos, e menus, para “voltar a trás”, mas o tipo de controlo que dava noutros tempos não passa agora de uma memória desse passado distante.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: